https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/issue/feed Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2026-01-30T19:49:47+00:00 Revista Veredas editor@revistaveredas.org Open Journal Systems <h2><sub>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</sub></h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa. </p> </div> </div> https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1071 Apresentação Dossiê: Memórias entrelaçadas: reflexões sobre memória e identidade na literatura lusófona 2026-01-30T19:49:34+00:00 Susana L. M. Antunes sunes.antunes@gmail.com Maria da Conceição Oliveira Guimarães mcoguimaraes@gmail.com 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Susana L. M. Antunes, Maria da Conceição Oliveira Guimarães https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1072 Expediente 2026-01-28T19:13:09+00:00 Dossiê Veredas editorassociado@revistaveredas.org 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Dossiê Veredas https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1029 (Des)Montagens do tempo: a concepção de história no cinema de Sylvio Back e suas ressonâncias filosóficas 2026-01-30T19:49:43+00:00 Geovane Souza Melo Junior geovane.melo@ufu.br <p>Este artigo investiga de que modo a obra cinematográfica de Sylvio Back instaura uma poética da mon­tagem crítica, na qual literatura e história se entrelaçam como instâncias de reconfiguração simbólica do tempo. Longe de estabelecer filiações diretas, o estudo mobiliza conceitos como o tempo messiânico de Walter Benjamin e a imagem-tempo de Gilles Deleuze, a fim de iluminar os procedimentos estéticos que desestabilizam tanto a linearidade narrativa quanto as convenções da historiografia dominante. A recorrência de figuras históricas marginalizadas, aliada à tessitura de referências literárias, evidencia a construção de uma escrita cinematográfica híbrida, na qual suas películas operam como arquivos do dissenso. Em suma, argumenta-se que, em Back, o cinema não se limita a representar o passado, mas o reinscreve como interrogação, instaurando um regime de temporalidade crítica que desafia as fronteiras entre documento, ficção e memória.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Geovane Souza Melo Junior https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1016 Problemas da literatura comparada contemporânea: encruzilhadas literárias 2026-01-30T19:49:46+00:00 Harion Custódio harion.custodio@fulbrightmail.org <p>O presente artigo tem como objetivo realizar um breve balanço das mudanças sofridas pela disciplina de literatura comparada ao longo do tempo, destacando as principais tendências contemporâneas a partir da visão de estudiosos de grande influência nos estudos sobre o mencionado campo. Passando por uma breve contextualização da disciplina no século XIX, destacamos de que modo a literatura comparada contemporânea se distancia dos paradigmas do método de influência e familiaridade e passa a enfocar uma mirada à alteridade, à interdisciplinaridade e à interseção entre distintos meios discursivos. Ressaltamos, nesse momento contemporâneo, os conceitos de <em>teleopoiésis</em> (Spivak, 2004), fabulação crítica (Hartman, 2008) e encruzilhada (Gates, 1988), os quais representam o direcionamento da disciplina em direção ao <em>outro</em>, à lida com o arquivo e com o atravessamento de fronteiras disciplinares. Ao final, propomos a imagem da encruzilhada literária como modelo que simboliza o ato comparativo do pesquisador contemporâneo em literatura comparada.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Harion Custódio https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1011 Duas sátiras de escritoras anônimas do século XVI 2026-01-30T19:49:47+00:00 Marcia Arruda Franco mmaf@usp.br <p>No bojo das comemorações pelos 500 anos do nascimento de Camões, não deixa de ser pertinente apresentar a escrita epistolar satírica de duas mulheres no início do período moderno, cujas cartas ainda se encontram inéditas: “Carta que mandou uma freira a um certo fidalgo em resposta de outra que lhe ele mandou” (BNP Cód.-8571, fol. 7r) e “Carta que mandou uma mulher a seu filho porque se casou a furto” (BNP Cód.-8571, fol. 26). Trata-se de perseguir a investigação a respeito do século de Camões com o enfoque em aspectos culturais deixados de lado pela grande sombra que a magnética obra do poeta lançou sobre a cultura do seu tempo dentro e fora de Portugal.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Marcia Maria de Arruda Franco https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1051 Memórias de desmemórias: o Eu e o Outro de José Cardoso Pires 2026-01-30T19:49:40+00:00 Daniel Almeida Machado danimachx22@gmail.com Angela Guida angelaguida.ufms@gmail.com <p>Neste artigo, vamos discutir as relações existentes entre memória, alteridade e identidade a partir do estudo da obra <em>De profundis, valsa lenta</em> (1998), de José Cardoso Pires, obra essa que nasceu a partir de uma experiência pessoal do escritor português que perdeu a memória temporariamente em virtude de um acidente vascular cerebral ocorrido em 1995, perda a qual ele nomeou de morte branca. O artigo ainda se dá como forma de homenagem ao escritor, uma vez que em outubro de 2025 se comemorou seu centenário de nascimento.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Daniel Almeida Machado, Angela Guida https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1043 Tocar na chaga viva: os campos de batalha como mnemotopos na obra de Aquilino Ribeiro 2026-01-30T19:49:40+00:00 Silvie Špánková 8346@muni.cz <p>Aquilino Ribeiro foi um dos primeiros autores portugueses a refletir sobre a memória da Primeira Guerra Mundial. Este aspeto da obra aquiliniana merece um destaque particular nos estudos da memória coletiva visto tratar-se de uma forma de dupla memória (situação em que a própria questão da memória coletiva é refletida dentro dos textos). Com base nos trabalhos de A. Assmann (2018) e J. Assmann (2001), o presente artigo analisa o <em>mnemotopos</em> (termo de J. Assmann) dos campos de batalha na dupla configuração dos relatos da viagem realizada em 1928 e do conto “Chumbo” (<em>Caminhos errados,</em> 1947), demonstrando afinidades a nível da configuração espacial e, sobretudo, a nível da dimensão axiológica.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Silvie Špánková https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1059 Capturas analógicas, inteligência artificial e suas distorções no processo de restauração memorialística dos arquivos fotográficos no romance Eu hei-de amar uma pedra e no episódio “Eulogy”, de Black Mirror 2026-01-30T19:49:36+00:00 Tatiana Prevedello t_prevedello@hotmail.com <p>Este artigo analisa a relação entre fotografia analógica, memória e inteligência artificial, a partir de uma leitura comparativa do romance Eu hei-de amar uma pedra (2004), de António Lobo Antunes, e do episódio “Eulogy” (2025), da série britânica Black Mirror. Partindo dos aportes teóricos de Walter Benjamin, Roland Barthes, Pierre Bourdieu, Susan Sontag e Boris Kossoy sobre fotografia, em diálogo com a hermenêutica da memória de Paul Ricoeur, o estudo examina como o arquivo fotográfico atua como dispositivo de rememoração, luto e reconfiguração identitária. Argumenta-se que, embora a inteligência artificial amplie as possibilidades de acesso e reorganização do passado, ela também introduz novas formas de mediação, seleção e autoridade sobre a experiência memorialística. Ao contrastar a opacidade literária da memória com a promessa de restauração tecnológica, o artigo evidencia os limites éticos e epistemológicos da externalização da memória e do luto.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Tatiana Prevedello https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1056 Memórias interculturais entrelaçadas em O Alegre Canto da Perdiz de Paulina Chiziane e Caderno de Memórias Coloniais de Isabela Figueiredo 2026-01-30T19:49:37+00:00 Maged Talaat Mohamed Ahmed Elgebaly elgebalymaged@gmail.com <p>O colonialismo português em África deixou marcas profundas tanto nas sociedades colonizadas quanto nas vidas dos colonizadores. As vozes femininas, a partir de uma perspectiva de <em>entrelugar do retorno</em> e <em>a subalternidade de gênero</em>, desestabilizam as narrativas lineares do colonialismo e apontam para outras formas memorialísticas de constituição subjetiva. Ao recuperar criticamente as contribuições de Benjamin Abdala Junior, Inocência Mata, Margarida Calafate Ribeiro, Silviano Santiago, Edward Said e Helena Buesco, propõe-se analisar as memórias interculturais entrelaçadas em <em>O Alegre Canto da Perdiz</em> (2008), de Paulina Chiziane, e <em>Caderno de Memórias Coloniais</em> (2009), de Isabela Figueiredo.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Maged Talaat Mohamed Ahmed Elgeba https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1053 Memória e deslocamentos em Antes de nascer o mundo, de Mia Couto 2026-01-30T19:49:39+00:00 Adriana Gonçalves da Silva adriana.goncalves@uemg.br Cínthia da Silva Belonia cinthiabelonia@gmail.com Ana Clara Vieira anaclaravieiraarcos@gmail.com <p>O romance <em>Antes de nascer o mundo</em> (2009), do moçambicano Mia Couto, narra o deslocamento da família do narrador Mwanito, de Maputo para Jesusalém, em plena guerra civil. Em um espaço construído pelo imaginário do patriarca como uma nova nação, Mwanito e Ntunzi constroem um pertencimento (Flusser, 2007) fraturado neste <em>insílio</em> (Can, 2020). Este artigo buscou atestar que, a despeito do regresso geográfico realizado ao final do romance, a memória (Gagnebin, 2006; Pollak, 1989; Sarlo, 2007) atua como fator crucial para relativizarmos a plenitude deste retorno.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Adriana Gonçalves da Silva, Cínthia da Silva Belonia, Ana Clara Vieira https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1041 Dizer o indizível: a escrita das guerras civis em Moçambique e Guiné-Bissau 2026-01-30T19:49:41+00:00 Érica Cristina Bispo erica.bispo@ifrj.edu.br <p>As obras <em>Terra sonâmbula</em>, de Mia Couto, e <em>No fundo do canto</em>, de Odete Semedo, se debruçam sobre as guerras civis ocorridas, respectivamente, em Moçambique e na Guiné-Bissau. Os livros realizam um exercício literário de rememorar e ressignificar os episódios trágicos em seus países, ao mesmo tempo em que resistem ao esquecimento e ao apagamento. Dessa forma, este artigo, valendo-se das reflexões críticas de Walter Benjamin e Paul Ricoeur, debate o exercício de memória realizado pela literatura nas duas obras referidas.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Erica Bispo https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1036 Sobreviver ao século: “mulheres perdidas” e identidade na obra de Guiomar Torresão e Camille Delaville 2026-01-30T19:49:42+00:00 Mónica Ganhão mon.ganhao@gmail.com <p>A moral social opressiva do século XIX determinava a marginalização de mulheres cujos comportamentos fossem considerados transgressores e ameaçadores da ordem social. Ser marginalizada significava ser apagada da memória da família e sofrer um processo de desapropriação de uma identidade enquanto mulher honrada, para passar a adoptar a caracterização de “mulher perdida”. Neste artigo, procura-se analisar de que forma se interligam culpa, identidade e memória nas figuras femininas de duas obras de autoras oitocentistas: “A Dama das Violetas” de Guiomar Torresão e <em>La loi qui tue </em>de Camille Delaville. Estas obras abordam o problema da calúnia contra mulheres e dos efeitos que esta tinha sobre a reputação feminina, sobretudo nas acusações de adultério. Ambos os romances procuram expôr as injustiças da sociedade oitocentista, na qual as mulheres se encontravam sempre num lugar de subalternidade, sujeitas à dominação masculina.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Mónica Ganhão https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1028 Relações de poder em Melhor não contar de Tatiana Salem Levy 2026-01-30T19:49:45+00:00 Pedro Gabriel Reis Albuquerque Moreira d'Alte pedrodalte@outlook.pt <p>A narrativa labiríntica, <em>Melhor não contar</em> (2024), da autoria de Tatiana Salem Levy entretece elementos da experiência pessoal da autora com reflexões sobre a escrita feminina como ato de resistência contra diversas estruturas patriarcais, contra a perpetuação da violência sexual dentro e fora do ambiente familiar, contra o silenciamento feminino. A opção estética e compositiva do romance que o faz ocupar interstícios entre o público e o privado; o literário e o real; desafiando as convenções tradicionais de legitimação literária obrigam, num primeiro momento, a uma análise literária que esclareça as implicações da autoficção. Posteriormente, o presente exercício caminha para o seu objetivo principal e que tem que ver com a análise das complexas relações de poder que permeiam o romance, especialmente no contexto do silêncio imposto às vítimas de assédio sexual e de violência familiar. Para tal, recorre-se a modelos de análise construídos para o efeito. É de crer que o exercício contribua para a análise literária de obras de feição autoficcional, de autoria feminina, mas de valor universal.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Pedro Gabriel Reis Albuquerque d'Alte https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1062 A memória como desagregação da identidade nacional em As naus, de António Lobo Antunes 2026-01-30T19:49:35+00:00 Gabriella Kelmer de Menezes Silva gabi.kelmer@gmail.com <p>Este artigo tem por objetivo a análise dos dados memorialísticos do romance <em>As naus</em>, de António Lobo Antunes. Considera, para isso, as noções de memória e memorização forçada de Paul Ricoeur (2007), a concepção do procedimento memorialístico de Walter Benjamin (1987) e o entendimento de Eduardo Lourenço (1978, 1994) do processo identitário hipertrófico português. No que diz respeito à metodologia, utilizou-se a concepção de unidade entre forma e conteúdo e a internalização do dado social pela literatura, conforme a perspectiva da leitura integrativa (Candido, 2014). Observou-se, ao longo da análise, como duas personagens do romance, quais sejam Pedro Álvares Cabral e o homem de nome Luís, relacionam-se, a partir da memória, com os espaços ficcionais, produzindo rupturas frente a suas contrapartes históricas. Concluímos, ao fim da leitura crítica, que as personagens rejeitam o ambiente português e veem obstruídas as possibilidades de reconstituição de uma identidade nacional.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Gabriella Kelmer de Menezes Silva https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/1037 «Tanto dele quanto minha»: a personagem de Fernando e a guerrilha do Araguaia em Azul-Corvo de Adriana Lisboa 2025-09-13T15:48:15+00:00 Mauro Cavaliere mauro.cavaliere@uniroma3.it <p>Publicado em 2010, o romance <em>Azul-Corvo</em>, de Adriana Lisboa, caracteriza-se por uma estrutura relativa­mente complexa: à história principal, em que Vanja, uma jovem órfã de mãe, se desloca do Rio de Janeiro para Denver em busca do pai, são intercalados por vários trechos narrativos analépticos. Entre eles, um trata da participação de Fernando, ex-marido de Suzana (a falecida mãe de Vanja), na guerrilha do Ara­guaia. Embora admitindo que a história principal é sobre Vanja, e concordando com as teses de vários académicos de que o tema do romance é o desenraizamento e a busca de umas modalidades de pertença que vai para além do nacional e territorial, este trabalho centra-se na figura do deuteragonista, Fernando. Baseado na teoria da figuração da personagem (Reis, 2015), na poética do romance histórico (Fernández Prieto, 1998) e da teoria da <em>novel of the recent past</em> (Kingstone, 2017), este trabalho se detém na configu­ração do deuteragonista para mostrar como a figura do Fernando (entre outras) procede da reelaboração de um hipotexto historiográfico, <em>Operação Araguaia</em> (Morais; Silva, 2011) e, para além disso, como a construção identitária da adolescente Vanja aproveita da transmissão do relato histórico do Fernando.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Mauro Cavaliere https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/991 Um autêntico rain-fila: o tempo em Crónica de uma Travessia de Luís Cardoso 2026-01-30T19:49:47+00:00 Filipa Filipe filipafilipe@campus.fcsh.unl.pt Teodora Gonzaga teodoragonzaga99@gmail.com <p>O <em>rain-fila</em> é uma crença timorense segundo a qual o tempo age como uma força transformadora e enganadora, capaz de desorientar o viajante e obrigá-lo a vestir a roupa do avesso para reencontrar o caminho de retorno. No romance <em>Crónica de uma Travessia,</em> este conceito funciona como uma metáfora para a memória. Este artigo propõe-se a analisar o tempo narrativo na obra de Luís Cardoso, fundamentando-se nos estudos narratológicos de Carlos Reis. São examinados paratextos e excertos que evidenciam a relação entre o tempo da história e o tempo do discurso. A análise incide sobre fenómenos de ordem, velocidade e frequência, que evidenciam os processos de desconstrução e reconstrução do passado, articulando memória individual e coletiva.</p> 2025-12-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Filipa Filipe, Teodora de Jesus da Costa Gonzaga