Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas: Anúncios https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver <h2><sub>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</sub></h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa. </p> </div> </div> pt-BR Chamada de artigos: Dossiê: Modernismos lusófonos: interconexões, (re)articulações, traduções, revisitações https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/22 <p>A mais de cem anos de sua irrupção no espaço artístico tornado por eles intermedial, os movimentos modernistas continuam convocando a reflexão estética e política da arte, a crítica, a história das artes e interpelando sobre os alcances daquelas manifestações. Se por um lado é certo que a desestabilização de diversas categorias estéticas acompanhou os gestos de ruptura, por outro, também é certo que, em diversos âmbitos e momentos, a estratégia assumida foi a do estabelecimento de linhas de diálogo com tradições locais e internacionais, com o objetivo de promover refundações do nacional sobre legados heterogêneos e, por vezes também, heterodoxos.</p> <p>De tal modo que, ainda nos casos em que o propósito não fosse o da ruptura, os movimentos surgidos no Brasil, em Portugal e em países africanos de língua portuguesa entre as décadas de 1910 e 1930 legaram para a modernidade estética de expressão lusófona, uma série de técnicas, ações, procedimentos expressivos de novas perspectivas de concepção, execução e recepção das artes, não apenas contribuindo para a modernização dos espaços artísticos do mundo lusófono, mas também instaurando políticas do Modernismo, presentes ainda nos modos como os artivismos contemporâneos revisitam os movimentos de descolonização.<br />Nesse marco, não apenas as relações entre o nacional e o colonial/internacional são recalibradas (em traduções, resenhas, debates), como também os modos como o local é revisitado (em viagens e estudos) promovem reparações das desigualdades de perspectivas críticas históricas, bem como reorientações no desenho dos instrumentos e critérios com os quais a crítica e a história das artes passam a ser exercitadas, assumindo posicionamentos questionadores das categorias em uso.</p> <p>Com o propósito de renovar esse debate, à luz das revisões promovidas recentemente, propomos, de um ponto de vista integrativo e comparativo, repensar e revisitar os modernismos lusófonos em seus diálogos, continuidades, desdobramentos, transformações, confluências, divergências e traduções, tanto em relação com seus contextos locais quanto com os contextos regionais e internacionais. Nesse sentido, propomos refletir sobre as “revisitações” e “reorientações”, tanto na perspectiva temporal (desde os debates contemporâneos sobre os modernismos do século XX à reflexão sobre as práticas artísticas contemporâneas que dialogam com os diversos modernismos), quanto na espacial (na literatura e nas artes produzidas no Brasil, em Portugal e nos países africanos de língua portuguesa).</p> <p>Para tanto, convidamos as/os colegas lusitanistas e pesquisadora/es de outras disciplinas a nos acompanharem no diálogo sobre os modos como as poéticas dos modernismos se apropriam de e transformam manifestações de sistemas estéticos e literários outros; como promovem diálogos e rupturas entre linguagens artísticas (literatura, música, plástica, cinema) e campos culturais (Europa, África, América); de que modo os modernismos lusófonos reconfiguram os diálogos e tensões com as artes<br />negras, as indígenas, a arte popular, em nível local e internacional; de que modos as migrações (dos anos 1920 até hoje) incidem nas políticas de tradução e circulação de artistas, movimentos e obras; que interações e perspectivas críticas emancipatórias promove a política do modernismo entre Brasil, Portugal e a África lusófona; que revisões e reorientações dos cânones modernos (autores/artistas, projetos/produções) se apresentam como inescapáveis hoje, considerando os desafios persistentes em matéria de circulação, conexões, referências, diferenças, traduções, transferências; de que modos os critérios modernistas seculares são interpelados hoje pelos discursos e as políticas étnicas, de gênero, ecológicas, de integração da diferença etc.; de que maneira estéticas e agendas modernistas estão vinculadas criticamente ao desenho, promoção e execução de políticas de patrimonialização, restituição e reparação de peças, arquivos ou coleções de arte; quais são as linhas de força dos artivismos contemporâneos no mundo lusófono.</p> Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2025-12-01 Chamada de artigos: Chamada para publicação ed. 44 (2-2025) - DOSSIÊ: Memórias Entrelaçadas: Reflexões sobre Memória e Identidade na Literatura Lusófona https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/21 <p>O entrelaçamento entre memória e identidade é a temática deste Dossiê e suscita reflexões sobre personagens inseridas em contextos literários representativos da lusofonia contemporânea. Sabemos, entretanto, que desde os gregos, a Memória é um construto coletivo, unindo deuses, semideuses e humanos. Passados muitos séculos, precisamente na Idade Média, Santo Agostinho, em <em>Confissões</em>, X, 14, nomeou a Memória de “receptáculo dos conhecimentos”, ou ainda em sua expressão “ventre da alma”. A passagem dos milênios não apagou a importância da Memória para humanidade, antes a tornou uma figura central na história da sociologia, como nos assegura o sociólogo francês Maurice Halbwachs (1877–1945) em sua obra seminal, <em>Os Quadros Sociais da Memória</em> (1925). Essa obra de Halbwachs está intrinsecamente conectada à memória coletiva, moldada e influenciada pelos contextos sociais aos quais pertencemos. Isso significa que nossas experiências e memórias pessoais não são apenas produtos individuais, mas complexas interações no tocante às questões de identidade.</p> <p>Em se tratando da concepção de identidade dos sujeitos na contemporaneidade, suas características perpassam por sujeitos que não têm uma identidade fixa, essencial ou permanente. Em razão disso, a identidade ou as identidades, tal qual a Memória, são formadas e transformadas constantemente, sofrendo a influência dos diferentes sistemas culturais de que tomam parte. Inserida nesse contexto, a visão do sujeito identitário assume contornos históricos e não biológicos, processo que soa perturbador, visto possuir um caráter de incerteza e imprevisibilidade resultante de deslocamentos do passado. Logo, abrem-se possibilidades de desenvolvimento de novos sujeitos identitários em cadeia sucessiva. Tal percepção identitária vai ao encontro da visão teórica de Zygmunt Bauman (1925 – 2017) publicada em 2005 no livro <em>Identidade:</em> entrevista a Benedetto Vecchi: “à medida que nos deparamos com as incertezas e as inseguranças da modernidade líquida, nossas identidades sociais, culturais, profissionais, religiosas e sexuais sofrem um processo contínuo de transformação, que vai do perene ao transitório, com todas as angústias que tal situação suscita.” A partir desta afirmação de Bauman, dir-se-á que somente as memórias íntimas ou coletivas mantêm unido o processo de transformação pelo qual passam os sujeitos sociais, o que permite que suas identidades não se esfacelem diante das incertezas e das inseguranças proporcionadas pela experiência moderna.</p> <p>Esses teóricos constituem apenas uma amostra dos diversos pensadores representativos da memória e identidade. A título de exemplo, mencionaremos outros estudiosos que desenvolveram teorias semelhantes. Paul Ricœur (1913 – 2005), filósofo francês que abordou temas de memória, identidade e narrativa e Julia Kristeva, teórica da literatura e psicanalista que explorou a relação entre identidade, linguagem e subjetividade, oferecendo visões valiosas para a compreensão da memória e da identidade na literatura. Seguindo esta mesma linha teórica, citamos Michel Foucault (1926 – 1984), filósofo francês cujas teorias podem oferecer uma abordagem crítica para a análise das relações entre memória, identidade; além dele, Aleida Assmann, teórica alemã que se dedica ao estudo da cultura da memória, destacando a importância da memória cultural na formação da identidade individual e coletiva.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <p>BAUMAN, Zygmunt. <em>Identidade</em>: entrevista a Benedetto Vecchi. Campinas-SP: Zahar Editora, 2021.</p> <p>HALBWACHS, Maurice <em>Os Quadros Sociais da Memória. </em>Joinville – SC: Clube de Autores, 2023.</p> <p><span style="font-size: 0.875rem;">Autores, 2023.</span></p> Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2025-07-01 Notícias: Veredas passa a fazer parte do ERIHPLUS https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/13 <p><em>Veredas&nbsp;</em>foi recentemente aceite para integrar a base de dados do European Reference Index for the Humanities and Social Sciences – <em>ERIHPLUS.&nbsp;</em>Este marco representa o reconhecimento internacional da qualidade da revista e dos artigos publicados.</p> <p>Agradecemos novamente&nbsp; aos coordenadores de dossiê, autores, pareceristas e revisores que continuamente colaboram com a realização da revista.</p> Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2023-01-30 Notícias: Veredas foi aceite para integrar a base de dados da SCOPUS https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/9 Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2019-08-07 Registo com o ORCID https://mail.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/7 <p>Já é possível registar-se na Veredas com o seu identificador ORCID.</p> <p>O ORCID é um identificador único e persistente de autor que possui 16 dígitos, algo como "0000-0001-0002-000X". Esse identificador é gratuíto, internacional e permite identificar e individualizar pesquisadores e seus trabalhos: o pesquisador insere seu nome e as possíveis variações para o mesmo.</p> <p>Agências de fomento (FAPESP, CNPq etc.) já estão integradas ao ORCid. Nesses termos, é possível realizar importação automática dos dados. A CAPES já solicita dos candidatos a bolsas e financiamentos de seus programas internacionais, um código de cadastro na ORCID.</p> <p>Saiba mais sobre o ORCID: <a href="https://orcid.org/about/what-is-orcid/mission">https://orcid.org/about/what-is-orcid/mission</a>.</p> Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas 2017-11-23